Muito tem se falado sobre o alto custo e alto consumo de energia elétrica, exigidos para realizar a mineração de criptomoedas. Em alguns países a prática se torna inviável devido ao alto consumo energético, o processo pode consumir mais energia do que pequenos países como a Bulgária por exemplo.

Porém, existe um ponto muito importante a ser destacado neste contexto, há um forte argumento que diz respeito ao uso da mineração para a sustentabilidade onde ela poderia ser usada para neutralizar e reduzir a emissão de CO2 e outros processos intensivos que exigem gastos energético e também as emissões de energia podem ser recicladas para outros empreendimentos ecologicamente corretos.

Na mineração, os mineradores executam cálculos que consomem muita energia em seus computadores para resolver as equações matemáticas necessárias e encontrar novos blocos. À medida que a rede atrai mais valor e os mineradores tentam competir uns com os outros para encontrar o próximo bloco, eles investirão mais energia na solução dessas equações.

Neste contexto alguns questionam a insustentabilidade do processo, outros estudiosos acreditam que a mineração de bitcoin pode ser usada para consumir o excesso de energia produzida por usinas, por exemplo, que seriam desperdiçadas. Segundo Andreas Antonopulos essa prática se tornaria uma “reserva alternativa de valor”, tornando a mineração “Um subsídio ambiental para a energia alternativa em todo o mundo”.

Outra solução seria o uso de energias renováveis. Na China, mineradoras extraem energia excedente de hidrelétricas para as operações de mineração, nos EUA na região do Arizona a NastyMining aproveita energia solar e eólica para operar suas plataformas de mineração, na mesma perspectiva, a NakamotoX, uma mineradora tcheca está usando calor de mineração para cultivar tomates com a ajuda de de energia produzida com bio-resíduos.

Todas estas inovações mostram que algumas mineradoras estão explorando o problema dos altos custos elétricos como fonte de sua própria solução e mostrando como a mineração pode impactar positivamente no quesito sustentabilidade através do desenvolvimento de “iniciativas verdes”.

 

Escrito por: Amanda de Melo Barbosa