Pioneiro no mercado das criptomoedas o Bitcoin que disparou este ano, permite uma descentralização dos bancos na medida em que é uma rede onde pessoas podem enviá-lo e recebê-lo sem a intermediação de um controle central. Porém sua natureza “pseudônima” o coloca sob os olhos de agências de segurança e governos.

Um exemplo deste contexto é o agora desaparecido, Silk Road um mercado on-line onde era permitido aos usuários comprar e vender tudo, desde drogas, armas e informações em troca de Bitcoins.

O FBI fechou o Silk Road e prendeu seu fundador, ironicamente, um dos agentes investigadores do FBI foi descoberto e acusado por roubar Bitcoins da Silk Road, o fato ocorreu enquanto ele realizava as investigações na plataforma.

Mesmo que as transações pseudônimas permitam que pessoas mal intencionadas as realizem ilegalmente, a tecnologia Blockchain (uma das mais seguras e complexas do mundo) grava todas as informações nos blocos de sua rede não permitindo que elas sejam apagadas e possibilitando o rastreamento de todas as informações.

O terrorismo tem sido uma ameaça para a sociedade civilizada há décadas e os governos fizeram todo o possível para eliminar as ameaças mais importantes. Não há dúvida de que os grupos terroristas representam um perigo para a sociedade, mas a verdade é que a ameaça do terrorismo também foi usada como desculpa para espionar a população em geral e invadir países estrangeiros. Isso agora tem acontecido com as criptomoedas.

Evasão e fraude fiscal são provavelmente as maiores preocupações dos governos e de seus respectivos serviços de arrecadação.  Há um grande esforço em acompanhar os usuários de criptomoedas que segundo eles  não conseguiram declarar seus ganhos, o governo americano solicitou que uma exchange fornecesse detalhes das transações e de seus usuários.

Estas são preocupações compreensíveis, porém nestes casos há uma linha muito tênue entre a segurança e a espionagem.  Fazer afirmações infundadas, e usar como desculpa o uso das criptomoedas para espionar e exigir informações de usuários é errado.

As pessoas devem usar as criptomoedas de forma responsável, mas não podemos permitir que as autoridades por uso de força e do poder forcem novas regulamentações sobre o desenvolvimento tecnológico mais importante do século XXI.

 

Escrito por: Amanda de Melo Barbosa